The Division 2 é bão demais

Nesse último mês, o hyperfoco da vez foi The Division 2, onde eu consegui fazer 160 horas em menos de 30 dias (isso é impressionante pra mim, eu juro). E agora eu só consigo pensar nesse maldito jogo quando ligo meu PC. Não consigo mais dar atenção pra jogo de história, como o Pragmata que eu baixei pra dar uma chance. Tudo que minha cabeça consegue pensar é "HMM como posso otimizar essa build aqui pro númerozinho de dano ficar maior..."
EU NÃO AGUENTO MAIS, ESSE JOGO É MUITO BOM!!11!1 É até bizarro pensar que esse jogo tá na supervisão da Ubisoft, porque acho que esse é o Looter Shooter que mais respeita seu tempo como jogador. Tipo, eu gostei de Borderlands 3, mas ficar matando o mesmo cara com nome engraçado por 3h pra conseguir um drop da arma que eu quero E, AINDA SIM, precisar dar sorte nos status que vão vir é muito chato. Em The Division 2 você consegue montar uma build decente em 1h-2h e você tá pronto pra jogar como quiser. Tipo, como quiser mesmo, porque tem uns 3-5 tipos de conteúdos diferentes e quase nenhum deles faz você sentir que tá perdendo tempo. Porque ainda vai ter loot a rodo pra coletar.
É muito louco que um jogo de 2019 me conquistou assim. E eu acho engraçado que minha jornada pra achar TD2 foi ir atrás do que inspirou Arc Raiders. E acabei achando o jogo feito pra mim. Mas não acho que me prendo muito tempo em "jogos eternos", porque uma hora eu vou enjoar e sentir que tirei o proveito que dava daquilo ali. O jogo que eu mais joguei foi DBD, por 400+ horas. E ainda sim foram anos de vai e volta com o jogo.
Nada relacionado com video-games, eu já devo ter mencionado aqui que esse ano comecei minha jornada com a leitura. E eu li uns livros muito bãos e outros nem tanto.
Então vou deixar aqui minhas opiniões flash deles:
- A Palavra que Resta - Stênio Gardel (5/5)
É um livro curtinho, lindo e MUITO doloroso. Uma das histórias LGBT mais sofridas que eu já experienciei na minha vida. E por mais que eu não seja fã da ideia de que LGBTs só sofrem, esse recorte de uma vida gay no interior do Brasil ressoou muito comigo. - O Paciente - Jasper DeWitt (2/5)
Escrever terror é difícil pra caralho, porque você precisa criar muita tensão e entregar um payoff que não destrua a ilusão do medo. Esse livro tem um mistério muito bom, mas se perde completamente no final e isso meio que arruinou a obra toda, para mim.
Agora, estou lendo Enshittification do Cory Doctorow, um excelente livro que já devia ter sido traduzido para português, mas fazer o que. Ainda tenho muito pra ler dele, mas já amei o que ele me ofereceu até aqui. E estou lendo também As Vidas de Billy Milligan, do Daniel Keyes, que está me botando para refletir bastante sobre como a sociedade falha com as pessoas neurodivergentes, o que gera sofrimento para elas e para os terceiros que sofrem com o resultado dessa negligência. Esse eu já li 1/3 e estou gostando bastante de como ele me fez pensar, mas a história contada é muito trágica em diversas camadas. Billy fez coisas horríveis, mas de quem é a culpa? Na minha opinião, sempre será do Estado, por falhar em prover a estrutura adequada para pessoas como ele conseguirem se inserir na sociedade.